segunda-feira, 16 de abril de 2012

FAEPA contesta Folha sobre cultivo de arroz em Cachoeira do Arari


A Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) contestou nesta terça-feira (10), através de comunicado à imprensa, as informações divulgadas pela Folha de São Paulo na matéria “Após ser expulso de reserva indígena, arrozeiro leva tensão ao PA”, publicada nas versões impressa e online, na seção Poder da Folha, do último sábado (7). Segundo o comunicado, as informações seriam "equivocadas e inverídicas sobre o cultivo de arroz em Cachoeira do Arari, na Ilha de Marajó, no Pará".


Na reportagem, a Folha de São Paulo relata a instalação do fazendeiro e deputado federal Paulo César Quartiero (DEM - PR) que levou o cultivo de arros para a ilha do marajó, no nordeste do estado, onde tem enfrentado a resistência de moradores.

Quartiero foi expulso da reserva indígena Raposa/Serra do Sol (RR) em 2009 e atualmente é dono de uma área de 12 mil hesctares no município de Cachoeira do Arari. Segundo a Folha de São Paulo, pescadores, quilombolas, ribeirinhos e trabalhadores temem que a cultura, feita com agrotóxicos e captação de grandes volumes de água, prejudiquem o ambiente e as práticas tradicionais de subsistência local. Outra reclamação relatada pelo jornal é que as cercas da fazenda teriam sido colocadas dentro de um rio, impedindo a passagem de pescadores.

Reação
No comunicado enviado pela Assessoria de imprensa da Faepa, a federação aponta que o arquipélago do Marajó, “ é uma área detentora dos piores índices de desenvolvimento humano, onde a população reclama dos poderes públicos por políticas capazes de promover seu desenvolvimento com geração de emprego e renda. Tem soado no mínimo como hipocrisia as repetidas assertivas de que seus habitantes querem continuar “sobrevivendo” da pesca e do extrativismo vegetal em condições primárias”.

A Federação diz que os produtores rurais estariam levando, através da rizicultura, o desenvolvimento à região. "Os investimentos qualificados como prejudiciais ao ecossistema estão inteiramente enquadrados nas legislações sanitária e ambiental vigentes inclusive quanto à presença de animais, conforme fiscalizações realizadas pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará – ADEPARÁ. O uso dos defensivos agrícolas, por exemplo, são aplicados na agricultura seguindo todas as normas de uso e os cuidados que lhes são peculiares”.

A Federação ainda acusa de os “assustados” com essa nova vocação econômica do Marajó serem aqueles que "insistem em manter o atraso e a indigência de seus moradores, opondo-se à implantação de uma cultura alimentar importante e que já demostrou excelente produtividade, superando, inclusive, a de centros tradicionais, como o Rio Grande do Sul", apontando ainda que o projeto emprega 3.000 pessoas.

O comunicado é finalizado com um apelo, onde o presidente da Faepa, Carlos Fernandes Xavir, afirma que espera "que a Folha de S.Paulo, que sempre pautou sua linha jornalística pela veiculação de notícias responsáveis, respaldadas pela imparcialidade e por criteriosa investigação, não dê alarde aos que, sob a capa de um falso ambientalismo e farisaica preocupação com a população marajoara, insistem em nos manter no atraso e no engessamento econômico”.

Fonte: DOL/ Com Ascom Faepa e Folha de São Paulo

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